30 agosto 2008

FREUD EXPLICA RESPONDE: O COMPLEXO DE ÉDIPO E DE ELETRA

Letícia Arcoverde pergunta

No meu período de estudante secundarista, estudei uma teoria de Sigmund Freud que explicava a paixão (???) da menina pelo pai até uma faixa etária, e também se este sentimento pode alongar-se durante a vida adulta. Gostaria de relembrar este conhecimento (parece-me que era Complexo de Helen).

Pela atenção, agradeço.

Um abraço.

Freud Explica responde

Segundo Sigmund Freud, o Complexo de Édipo verifica-se quando a criança atinge o período sexual fálico na segunda infância e dá-se então conta da diferença de sexos, tendendo a fixar a sua atenção libidinosa nas pessoas do sexo oposto no ambiente familiar. O conceito foi descrito e recebeu a designação de complexo por Carl Jung, que desenvolveu semelhantemente o conceito de complexo de Eletra.

Freud baseou-se na tragédia de Sófocles, Édipo Rei, chamando Complexo de Édipo à preferência velada do filho pela mãe, acompanhada de uma aversão clara pelo pai. Na peça (e na mitologia grega), Édipo matou seu pai Laio e desposou a própria mãe, Jocasta. Após descobrir que Jocasta era sua mãe, Édipo fura os seus olhos e Jocasta comete suicídio.

O complexo de Édipo é uma referência à ameaça de castração ocasionada pela destruição da organização genital fálica da criança, radicada na psicodinâmica libinal, que tem como pano de fundo as experiências lidinais que se iniciam na retirada do seio materno. Importante notar que a libido é uma energia sexual, mas não se constitui apenas na prática sexual, mas também nos investimentos que o indivíduo faz para obtenção do prazer.

Alguns conceitos em psicologia são particulares de algumas abordagens psicológicas e o complexo de Édipo é um conceito fundamental para a psicanálise, entendido, inclusive, como sendo universal e, portanto, característico de todos os seres humanos. O complexo de Édipo caracteriza-se por sentimentos contraditórios de amor e hostilidade. Metaforicamente, este conceito é visto como amor à mãe e ódio ao pai, mas esta idéia permanece, apenas, porque o mundo infantil resume-se a estas figuras parentais ou aos representantes delas.

A idéia central do conceito de complexo de Édipo inicia-se na ilusão de que o bebê tem de possuir proteção e amor total, o que é reforçado pelos cuidados intensivos que o recém nascido recebe por sua condição frágil. Esta proteção é relacionada, de maneira mais significativa, à figura materna. Mais ou menos aos três anos, a criança começa a entrar em contato com algumas situações em que sofre interdições. Estas interdições são facilmente exemplificadas pelas proibições que começam a acontecer nesta idade. A criança não pode mais fazer certas coisas porque já está “grandinha”, não pode mais passar a noite inteira na cama dos pais, andar pelado pela casa ou na praia, é incentivada a sentar de forma correta e controlar o esfíncter, além de outras cobranças. Neste momento, a criança começa a perceber que não é o centro do mundo e precisa renunciar ao mundo organizado em que se encontra e também à sua ilusão de proteção e amor total.

O complexo de Édipo é muito importante porque caracteriza a diferenciação do sujeito em relação aos pais. A criança começa a perceber que os pais pertencem a uma realidade cultural e que não podem se dedicar somente a ela porque possuem outros compromissos, como é o caso do trabalho, de amigos e de todas as outras atividades. A figura do pai representa a inserção da criança na cultura, é a ordem cultural. A criança também começa a perceber que o pai pertence à mãe e por isso dirige sentimentos hostis a ele.

Estes sentimentos são contraditórios porque a criança também ama esta figura que hostiliza. A diferenciação do sujeito é permeada pela identificação da criança com um dos pais. Na identificação positiva, o menino identifica-se com o pai e a menina com a mãe. O menino tem o desejo de ser forte como o pai e ao mesmo tempo tem “ódio” pelo ciúme da mãe. A menina é hostil à mãe porque ela possui o pai e ao mesmo tempo quer se parecer com ela para competir e tem medo de perder o amor da mãe, que foi sempre tão acolhedora.

Na identificação negativa, o medo de perder aquele a quem hostilizamos faz com que a identificação aconteça com a figura de sexo oposto e isto pode gerar comportamentos homossexuais. Nesta fase, a repressão ao ódio e à vontade de permanecer em “berço esplêndido” é muito forte e o sujeito desenvolve mecanismos mais racionais para sua inserção cultural.

Com o aparecimento do complexo de Édipo, a criança sai do reinado dos impulsos, dos instintos e passa para um plano mais racional. A pessoa que não consegue fazer a passagem da ilusão/superproteção para a cultura, se psicotiza.

O complexo de Electra define-se como sendo uma atitude emocional que, segundo as doutrinas psicanalíticas, todas as meninas têm para com a sua mãe; trata-se de uma atitude que implica uma identificação tão completa com a mãe que a filha deseja, inconscientemente, eliminá-la e possuir o pai. Freud referia-se a ele como Complexo de Édipo Feminino, tendo Jung dado o nome "Complexo de Electra", baseando-se no mito de Eletra, filha de Agamemnon. Freud rejeitava o uso de tal termo por este enfatizar a analogia da atitude entre os dois sexos.

O complexo de Electra é, muitas vezes, incluído no complexo de Edipo, já que os princípios que se aplicam a ambos são muito semelhantes.

Fonte: Wikipedia a enciclopédia livre

22 comentários:

Anônimo disse...

ja convivi com um ser masculino portador deste complexo. e incrivel como se encaixa.
ele se perdeu n e homem nem mulher e somente um louco.

Anônimo disse...

aaah vai comar no cú , isso é ridículo se freud queria comer a màe dele , foda-se , mas ele nào pode falar pelos outros , convivo com crianças e nunca vi esse tipo de relacionamento doentio ! freud era um imbecil

Anônimo disse...

Pois eu não so vi como convivo com isso minha enteada desenvouveu essa sindrome e posso afirmar que é muito dificil conviver com isso pois por mais que eu tente egrada-la ela me odeia, pois se as crianças passa a nao gostar da propria mãe imagina sendo a madrasta, ela ja disse varias vezes que vai me matar, adimito tenho medo quando ela crescer.

Anônimo disse...

Pessoal, parem de ser ignorantes..... o complexo de édipo nao é um Sindrome como disseram... e nao se trata de uma conotação piramente sexual... com certeza o esperto que disse que Freud queria "comer" a mãe, nao deve ter se desenvolvido como humano e mantem-se retraído na nao elaboração do Édipo... amigo.. caso nao tenha conseguido elaborar essa leitura... começe do início... se informe... ou procure um terapeuta.!!!!

Anônimo disse...

Durante muito tempo eu percebia atitudes um tanto estranhas em minha filha,agora que ficou impossivel a convivência em virtude destes comportamentos,procurei saber alguma coisa sobre o complexo de Electra.Estou impressionado.Tudo fecha.

Anônimo disse...

Gente, cuidado com falta de conhecimento, falar é fácil, mas estudar e saber do que se fala é um pouco melhor. O complexo de édipo é parte integrante do desenvolvimento, é normal as pessoas passarem por está FASE do desenvolvimento, contudo é um momento em que não se demonstra de modo tão explicito, é algo sutil, mas importantíssimo para o desenvolvimento.

Anônimo disse...

Estou acabando de ler um livro onde o autor se baseia nestes complexos.Eu sou entiada e não entendia a minha raiva contra o meu padrasto como tb não entendia pq homens agiam de serta forma em relação a mim agora entendo, porém essas informações não me dwram nenhuma ideia de como melhorar a minha vida.Por quê?

Deisi disse...

Se vc ñ entende sua raiva, melhor seria vc fazer análise com um terapeuta. Pois, ao contrário do que muita gente pensa, psicólogo é pra todo mundo que tenha algum conteúdo que precise resolver e demande reflexão. Para que assim, os comportamentos possam ser entendidos e se preciso, alterados.

Anônimo disse...

É possível que este complexo se estabeleça na idade adulta ? Suponha que o pai passe a ter ciúmes do filho, que recebe muita atenção e carinho da mãe,privando o pai de sua mulher.Isso poderia desenvolver uma espécie de complexo no pai,tipo uma infantilização pela carência,onde o filho passa a ser visto como um ideal e ao mesmo tempo um rival?
Espero ter conseguido formular a pergunta e espero também que esteja de alguma forma dentro do contexto.

Anônimo disse...

Essa fase que todos nós passamos é INCONSCIENTE.!

Anônimo disse...

Eu estou passando por uma fase, onde o comportamento do meu filho de3 anos é diferente quando está com o pai. Ele me ignora totalmente , me anula. Eu fico super mal, amo meu filho e ele me rejeita quando meu marido esta junto

Débora disse...

De acordo com a téoria de Freud isso que você relatou sobre seu filho está acontecendo um processo negativo na fase de definição do sexo da criança. Você precisa reverter esse processo de formação dele, pois podera acontecer o homessexualismo quando crescer,converse com um psicologo ele podera lhe ajudar.

Anônimo disse...

Sou mãe solteira e minha filha única de 5 anos está me infernizando de ciúmes por conta de meu namorado e também de qualquer criança menor que ela aquem eu dê atenção.Tento explicar mas não adianta, o comportamento hostil para com outras crinças está deixando minha vida social problemática. O que fazer? 33

Anônimo disse...

O que fazer?
Para vc e para o pai que acha que ele tem o tal complexo negativo:
Procurar um terapeuta urgente.
todos precisam de um tarapeuta, mas de um bom, não esses de planos de saude. Tem que investir nisso, pque controlado esse desiquilibrio e conhecendo pque o faz, vc passa a ter mais controle da propria vida, vale a pena, isso é impagável!

Anônimo disse...

Sempre achei que meu irmão (50 anos) tem. Ele passou a vida colado na minha mãe,não deixa nenhum irmão ter amizade com ela, não gosta do meu pai, parou de mamar com 7 anos, além das chantagens emocionais e mentiras que conta para tirar alguma vantagem dos meus pais. Os amigos mais próximos da família reparam e comentam inclusive o filho dele de 21 anos ja se ligou disso!

Anônimo disse...

Existe uma possibilidade do complexo de édipo desconhecida mais que é comum e não analisada e considerada pelo engessamento da teoria... Veja, existe o caso do menino que é criado pela mãe submissa, passiva, na qual ele se apaixona e até absorve suas características na infância e até a adolescência, e um pai ausente e ao mesmo tempo dominador, machão, agressivo, violento e na qual o filho repudia nestas fases... O menino se torna apaixonado pela mãe e o pai NÃO lhe serve para romper esta paixão neste momento por NÃO lhe ser exemplo ainda que ele esteja absorvendo estas características fortes do pai inconscientemente... Esta identidade do pai agressivo, dominador, poderá se manifestar (de várias formas) na sua puberdade quando ele enfim começará a se identificar com seu pai pela primeira vez, geralmente de forma inconsciente, ou seja, ele deixará a identificação com a mãe aos poucos, permitindo fluir o comportamento aprendido inconscientemente do pai (uma vez que nesta fase sua masculinidade se forma e o força a se identificar com o sexo masculino)... Nesta fase, o pai agressivo (que é o único modelo inconsciente de homem) poderá começar a fazer parte da sua identidade, e este jovem passará a ver a mãe como mulher pela primeira vez.. Este processo chamado complexo de Édipo tardio (comum na sociedade paternalista) pode gerar muitos transtornos internos ao indivíduo, uma vez que ele a principio seria homossexual, pois a mãe lhe foi modelo primário (primeiro), e tardiamente na puberdade o pai anteriormente rejeitado inconsciente vai formar e finalizar sua identidade última pois a figura paterna nunca deixa de participar da formação da identidade dos filhos. Neste caso este indivíduo pode ser homossexual, porém com fortes características masculinas latentes. Ele pode manisfestar desejos sexuais pela mãe a partir da puberdade, pois o pai que agora é uma outra parte de sua identidade começa a ganhar força a medida que ele se torna se desenvolve como homem... Estes indivíduos geralmente permanecem na linha entre a homossexualidade e a bissexualidade ou a heterossexualidade, pois o são assim mantidos devido a atração homossexual formada pela identificação com a figura feminina da mãe na primeira fase, e pela identidade masculina formada posteriormente na puberdade pela identificação inconsciente com a figura paterna que o leva a se apaixonar (que nesta fase se torna desejo sexual) pela figura materna como mulher pela primeira vez (tardiamente). Estes meninos podem ter sido afeminados quando jovens e quando se formam depois dos 13 14 anos começam a adquirir comportamento masculino ao mesmo tempo e que mantém a atração homossexual, que já está configurada na primeira fase edipiana. São comuns nestes casos os homossexuais masculinos, machões na vida adulta e muitos até se casam, pois a paixão por sua mãe continua sem ser rompida e se transforma em desejo sexual (NÃO necessariamente atração) fortalecido por sua atual identificação com a figura masculina do pai. Em alguns destes homossexuais que se tornaram machões seu desejo sexual pela mãe não se manifesta de forma inconsciente, e ele ira procurar a mãe em várias mulheres para satisfazer sua identidade masculina formada pelo pai, e em alguns casos mais raros, este desejo ou impulso pode se manifestar de forma consciente e ele sentirá a necessidade (mantida geralmente em segredo) de ser o homem ou o macho da mãe, ou seja, manter relações sexuais incestuosas com ela desejando ocupar o lugar do seu pai. Neste caso a formação moral do indivíduo é que poderá impedir que ele concretize esse desejo na realidade. Resumindo, sua homossexualidade nunca se concretiza totalmente devido ao pai que ele agora se identifica e potencializa seu desejo sexual pela mãe que nunca foi rompido pelo pai que não lhe foi modelo no momento adequado.

Anônimo disse...

... continuando... Estes casos de mãe submissa e super protetora, e pai ausente PORÉM machão, dominador e até agressivo é muito comum, e inclusive atendi vários rapazes homossexuais que se enquadravam neste perfil... Estes jovens mesmo sendo homossexuais, mantém este transtorno interno de se sentir machões (devido a identificação tardia com a forte figura paterna), e ao mesmo tempo mantém desejo sexual por mulheres (que indiretamente ou diretamente são desejos sexuais pela mãe,)sendo chamados ou confundidos muitas vezes com bissexuais). Já tive alguns casos clínicos em que o rapaz homossexual a princípio lutava contra esta vontade de se sentir homem e de transar com mulher, inclusive alguns revelavam que essa "mulher" na verdade era a própria mãe. Ou seja, a própria mãe que lhes formou o lado feminino na tenra infância é agora a mulher que eles (inconsciente ou conscientemente) são levados pela identificação com a forte e dominadora figura paterna a querer transar para afirmar esta masculinidade formada tardiamente. Essa figura paterna dominadora e agressiva é rejeitada a princípio por isto não consegue romper com a identificação com a mãe, mas é tão forte que mais tarde se torna parte da identidade destes indivíduos. Muitos desses rapazes chegaram a revelar que sentem vontade de violentar mulheres, que no final revelam que estas mulheres são na verdade a própria mãe, que é a figura feminina desejada desde a puberdade conjuntamente com sua atração homossexual. Isto lhes causa vários transtornos inclusive como isolamentos, ou entrega a vícios, ou em alguns casos chegam chegam a casar com mulher mas mantém comportamentos agressivos com as mesmas, chegando até a estuprá-las, procurando inconscientemente (ou até conscientemente afirmar a dominadora identidade paterna que lhes garante se sentirem mais homens sufocando a homossexualidade como identificada formada pela figura feminina da mãe, e estuprando-a, subjugando-a (como seu pai fazia), eles matariam sua própria homossexualidade. Ou seja, "violentar a mulher" (que é na verdade a própria mãe)traz nele a sensação de manter sob domínio sua própria feminilidade que foi formada pela figura materna. Parece estranho, mas existe esta forte possibilidade de o estuprador (consciente ou inconsciente, que coloca em prática ou não este ato) ser um homossexual enrustido (pois quando se assume a repressão é diminuída e a necessidade de eliminar o lado feminino se torna desnecessário)que sente necessidade de dominar a própria mãe que faz parte de sua identidade, e fazer vencer seu pai para poder eliminar seu lado feminino reprimido.

Anônimo disse...

Interessante essa teoria sobre esse outro complexo de édipo. Pelo que vi no seu texto, voce é psicologo. Então te pergunto.. qual seria a solução para um homem que se encontra nessa solução? como ele pode fortalecer o lado masculino para que este seja o predominante, e e como pode perder o desejo pela mãe, para que possa senti-lo por outras mulheres sem esse condicionamento pela imagem da mãe?

Anônimo disse...

Meu filho ha algumas semanas tem mostrado uma certa rejeição ao pai...nao o deixa fazer coisas do nosso cotidiano como por pra dormir..pegar no colo..so quer a mim. E qdo nao estou em casa prefere ficar com minha mae que mora ao lado. Poremmm ele so tem 2 anos. É possivel que seja isso?

Anônimo disse...

Normal... todos os meninos passam por isso!!! 2 anos de idade está começando a manifestar o édipo... se tudo correr bem não gerará complexo. É importante que você seja um pai presente rompendo o vinculo com a mãe de maneira adequada!!!

Anônimo disse...

E como se apaixonar por um homem velho é dizer que podería ter desenvolvido o complexo de electra? Pq aquela sensação de sentir que o homem é dominador e ao mesmo tempo um ser carinhoso é algo q excita muito, a mente fica totalmente pervertida. Sem contar q tem horas q desejo apanhar, seria pq cresci sem uma figura paterna e hj transfiro isto ao meu relacionamento?

Anônimo disse...

Alex Marques estudante de psicologia: e o assunto é interessante demais!

Freud tem vários respaldos para suas teorias!

BOA NOITE!